O mundo mudou. O que o corretor de seguros tem feito para acompanhar?


Por Hailton Costa

Professor da Escola Nacional de Seguros, Diretor de Comunicação do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de Goiás (SINCOR Goiás) e CEO da Real Brasil Corretora de Seguros.

Dando sequência à reflexão sobre o futuro da corretagem de seguros, quero tratar neste texto sobre algo que tenho bastante convicção ao analisar o mercado atual e pensar sobre suas tendências de modernização. Considero este um momento riquíssimo para os profissionais que atuam na área de seguros para se aprimorar, pois nunca antes na história do mercado segurador tivemos tanta oportunidade de informações disponíveis como temos agora. Recentemente fiz levantamento breve, constatei que temos, pelo menos 3 lives ou 3 cursos acontecendo todos os dias, que permitem ao profissional de todas as áreas de seguros se atualizarem e isso é fantástico, é um momento abundante de oportunidades.


O produto “seguros” é extremamente técnico, logo precisa ser dominado por quem vai abordar o cliente para entender suas necessidades e ser assertivo na oferta do produto e, em consequência, no fechamento da venda. De maneira nenhuma pode ser desprezado o domínio das técnicas de vendas que o corretor também precisa ter, mas só elas não são suficientes, é preciso buscar informações aprofundadas sobre o produto para se firmar no mercado competitivo.


Mesmo no cenário que citei no texto anterior sobre os tipos de seguros, que poderão ser vendidos por meios tecnológicos, o corretor conseguirá exercer a função de assessor, entender o que ele precisa e direcioná-lo à melhor opção, ainda que a venda seja através de aplicativos, sites e afins.


Hoje não é comum o corretor vender esse serviço de consultoria, mas com as mudanças que o mercado está propondo, creio que o profissional de corretagem de seguros tende a identificar que também poderá atuar nesse nicho, porém, para que o corretor tenha condições de assumir esse novo papel, precisa começar a se munir de conhecimento e não pode correr o risco de querer ser “Dr. Tudo”, aquele que pensa saber sobre tudo, mas não sabe profundamente sobre nada. O que se assemelha à “Síndrome do Pato”, pois o pato não corre bem, não nada bem, não anda bem, não voa bem, faz tudo medianamente. O mais sensato é que o profissional seja capaz de identificar, desde já, dois ou três nichos de seu interesse e se especializar neles, para que em um futuro próximo seja capaz de entregar um trabalho de consultoria nas áreas escolhidas e sair à frente no mundo pós-pandemia, quando acredito em um crescimento para o mercado segurador, de um modo geral.


A Escola Nacional de Seguros é outra excelente opção, além de já oferecer cursos de capacitação para o corretor de seguros, a instituição está se abrindo cada vez mais para novas tecnologias, novos cursos, novas oportunidades de formação do corretor. Sem contar que também acredito que outras instituições poderão surgir com ofertas de treinamentos nesse sentido, quem sabe até cursos técnicos, de especialização, ou a nível de mestrado, doutorado?! Outra contribuição que quero fazer é lembrar aos profissionais que aprender outros idiomas pode facilitar e muito o acesso aos conteúdos atuais das melhores instituições do Brasil e do mundo, o que abre caminhos para, por exemplo, almejar resseguro no exterior e favorecer a venda de um seguro no mercado local.


No final de 2019 as perspectivas para o mercado segurador eram as mais otimistas possíveis, por causa do cenário econômico, no geral, porém ninguém poderia imaginar que neste ano assistiríamos a tantas mudanças em meio a uma pandemia atacando o mundo todo e mexendo com as estruturas sociais, de saúde, do mercado etc. Isso só prova que não temos o controle sobre o futuro, mas o que podemos fazer é estar preparados. Analisar as informações, que são abundantes e agir no agora, neste momento precioso, pois, na minha opinião, para o mercado segurador vejo um pós-pandemia ainda melhor que as projeções do final do ano passado.

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